Hector, a Crítica e a Tartaruga (2)…

Quem aí não quer ganhar prêmios? Ter seu talento (leia-se trabalho) reconhecido.
É difícil pensar numa resposta politicamente correta, não? Pois bem. Eu abro meu coração.
Gostaria de ganhar uns prêmios. Sorteios são bem-vindos, mas o reconhecimento de um trabalho bem feito vai bem, não? Ou não?
Mas quem decide que você merece? Aliás, é tão subjetivo…
Vai avaliar qualidade? Popularidade? Conceitos complicados.
Não ser popular não quer dizer que sua obra é necessariamente  ruim.
Seu trabalho pode estar apenas um pouco encoberto, exposto de forma que o desprivilegie em função aos outros, o assunto já não estar mais em evidência, ou seja: há tantas formas das coisas estarem ou darem  erradas…
No final acaba virando sorte. Uma combinação de votos, coincidências de gostos, uma recomendação amiga,  plantada, comprada ou espontânea, vinda ao seu favor, ou seja: precisa de tanta coisa para algo acontecer…
Mas uma algo precisa acontecer antes de tudo: VOCÊ começar.
Ninguém ganha um prêmio literário sem escrever.  Ninguém ganha Grammy de melhor cantora sem soltar a voz. Ninguém publica idéias presas na cabeça.
Eu tenho vontade de escrever desde sempre. Já quis ser cantor (já subi num palco e dei vexame) e já fui “poeta” por um tempo.
Ganhei meu primeiro prêmio aos nove anos, num concurso entre escolas municipais.
Quem quisesse inscrever seus poemas para o concurso ganhava um prêmio e pontos para a escola. Enquanto os outros alunos declamavam textos que estava claro que não eram deles, eu escrevi este poema:
Eu gosto da minha professora
Porque ela gosta de mim
E isso nunca vai acabar
Porque meu amor não tem fim
O outro verso minha memória apagou, mas era tão simples quanto esse.
O prêmio, um livro de poesia de um autor local, autografado especialmente para mim. Eu não sabia o valor daquilo, uma vez que nem minha mãe ou qualquer pessoa da família achasse ganhar aquilo algo legal. Dei para uma garota que gostava de poesia. Ela tinha 15 anos e não lembro nada dela.
Meu primeiro prêmio (leia-se reconhecimento) veio quando eu não estava preparado para valorizá-lo. Depois disso, tudo o que quis fazer sempre veio com uma pergunta:
– Por que você quer ser escritor?
Meus motivos eram simples:
Bem, eu escolhi escrever e desenhar como profissão por toda a vida, é algo que me faz feliz.
Além disso, eu busco ter dinheiro o bastante para ajudar a minha família, o que me leva a um terceiro ponto:
Se eu conseguir ser bem sucedido em algo que nunca acreditam que eu serei (prestem atenção, não acreditar não quer dizer que duvidem, apenas não acham que dará certo), terei um pouco de paz.
Parte do “bem sucedido” vem de reconhecimento de colegas e amigos, de uma classe, de um juri, de uma associação, do povo.
Não há mal em procurar a paz que lhe convém, se durante o percurso você não atrapalhar os outros.
Este ano não me inscrevi no Jabuti. Recebi alguns conselhos, dizendo que “A Corrente” não tem chances, que é um jogo de cartas marcadas.
Nunca vou saber.
Este ano concorrerei Troféu Hqmix pelas produções de 2010, o álbum Hector & Afonso – Os Passarinhos e Pequenos Heróis.
Dependo de um bocado de coisas para conseguir uma estatueta do prêmio. Dependo da lembrança dos artistas/leitores/jornalistas, de um rateio grande dos votos com grandes nomes nacionais e um internacional.
É difícil ganhar uma estatueta, mas se ela vir…
Bem, eu não tenho mais nove anos.

O Livro dos Gatos, finalmente!

Esta semana começou maravilhosamente bem! A FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil) promove de hoje até dia 17  o Salão do Livro Infanto Juvenil! E eu vou lançar O Livro dos Gatos por lá!

A publicação sai pela Llyr Editorial, selo da editora Vermelho Marinho. O livro fala sobre a história de 5 gatos de condições diversas  se encontram numa trágica situação.

Minhas divagações sobre poesia no post anterior não foi por acaso: Esse livro é todo em versos. Gosto de classificá-lo muito mais como “Conto Gráfico” do que livro infantil, mas lá estará para tirar suas dúvidas.

Estarei de amanhã  domingo nas partes da manhã no salão. O lançamento “semi-oficial”,  será no sábado, dia 11/06, às 14h, uma vez que não estamos na programação oficial da FNLIJ por causa da incerteza do livro estar pronto a tempo.

Eu vejo vocês por lá algum dia desses de manhã ou no lançamento dia 11, às 14h, ok? Não deixem de aparecer!

Uma resposta para “Hector, a Crítica e a Tartaruga (2)…

  1. Pequeno passarinho, tbm me sinto assim em relação as cartas marcadas… então nos resta marcar nossas próprias cartas e seguir em frente, com muito trabalho e garra, que é o que não nos falta. 😉

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