Sonhos realizados (ou Obladi Oblada…)

Ontem (dia 23) eu fui ao show do Paul McCartney e tive o prazer de vê-lo miudinho no palco e gigante no telão.

Sei que todo mundo que vai a um show como esse tem seu motivo para considerá-lo especial por isso e eu acho que a magia por trás desta experiência é exatamente esta.

Talvez tenha rolado raros  momentos de afinidade entre pais e filhos ou o simplesmente a realização de ver um ex-Beatle tocar.

Meu motivo é simples. Como sempre fui um cara muito pobre, eu nunca imaginei estar num show de qualquer atração nacional, quem dirá internacional.

Por isso nunca vi meus olhos brilhando com os cartazes anunciando shows. Não achava que deveria ter direito de estar num show daqueles, que a grana faria falta, que eu poderia fazer algo melhor com o dinheiro empregado ali.

Quando decidi ir, vi que não existe “melhor” forma de se gastar dinheiro. Existem formas diferentes. Você guarda, compra roupas, videogames, aparelhos, doa para alguém, que vai fazer coisas diferentes com o dinheiro.

Desta vez eu resolvi fazer algo para mim. Me dar 2 horas e meia de algo que nunca pensei que veria.

Fazer algo assim amplia os horizontes e nos pensar de onde viemos. Nunca sonhei em ver o Paul McCartney. Mas sempre sonhei poder realizar sonhos alguns sonhos meus.

14 Respostas para “Sonhos realizados (ou Obladi Oblada…)

  1. mais e mais sonhos realizados! poderia ter escrito essas palavras também!
    a arte ainda é uma forma muito potente de mobilizar pessoas. beijos

  2. Cecilia Corgan

    Viu?
    O pessoal me chama de maluca de gastar um dinheiro que eu não tenho para isso mas NADA é igual a sensação de participar dessa catarse !!!!!!
    Foi foda e o meu show ainda teve get back
    :~~~~~~

  3. João Claudio

    O primeiro show que eu tive esse sentimento foi o do Pearl Jam no Brasil. Também pensei muito na questão da grana antes de comprar os ingressos, mas realmente foram algumas horas de sonho poder assistir aquela banda que embalou o inicio da minha adolescência.

    E claro, compartilhar aquela experiência com todas aquelas pessoas que também compareceram ao show, pois show podemos ver em um DVD. Mas estar ali e viver aquele momento com mais um monte de gente que você nem fazia idéia de que gostavam do mesmo som que você, não tem preço.

    • Estevão Ribeiro

      É esse o sentimento. Nunca esquecemos de alguns detalhes, coisas que só aconteceram – e só podiam ter acontecido – lá. Isso não pode ser substituído por um DVD. E poxa, legal você falar sobre Pearl Jam… A minha cunhada, que comentou logo acima, foi nesse show… bem, não vou entregá-la, mas digamos que ela não viu o show por alguns minutos🙂

  4. Tive sorte de não precisar desembolsar pra assistir (ganhei o ingresso), mas teria gasto essa grana que absolutamente não tenho de bom grado. Nem era um grande sonho ver o Paul, mas me pareceu um sonho estar lá, no show que se mostrou o show da minha vida. Nunca vou esquecer a simpatia do velhinho inglês, que pra mim mais parecia um boneco de palito de tão distante que eu estava.

    Inesquecível. E se eu pagaria pra ver? Pagaria sim senhor (e já vi rumores de que ele volte…)

    • Estevão Ribeiro

      Que inveja de você, Alinde! Uma amiga minha falou PERDEU um camarote, chegou a cogitar me oferecer🙂
      Acontece que muita gente ganha um ingressos desse e não sabe o quanto é agraciado e simplesmente não curte. Prefere achar que é importante por ganhar do que especial por ter a oportunidade, sabe? Não sei se estou sendo claro, mas para mim há uma diferença. Se você achou inesquecível, certamente você sabe que há.

  5. Taty Vasconcellos

    Só quem sabe como é vivenciar um sonho entende. Eu já vivenciei alguns e a sensação é sempre essa, de vislumbramento! Pretendo vivenciar outros, sempre que me permitir! =)

    • Estevão Ribeiro

      Eu te desejo milhares de momentos desses, Taty. Que eles sejam momentos únicos e que te surpreendam sempre, para nunca cair na rotina! Beijão!

  6. Então você também estava lá? Devo ter te visto. Não era o sujeito extasiado, olhando vidrado para o sujeito que fez parte da mudança da história do mundo, encantado pela simples oportunidade de ter estado ali? Não, este era eu… E todos nós.

  7. Coincidência ou não, eu estava ouvindo Blackbird dos Beatles quando eu abri esse post no meu celular. Combinou perfeitamente. Imaginei o Piu Mccartney cantando essa música nesta tirinha. E as palavras do post conbinaram com o ‘clima’ da música. Isso foi um tanto inspirador pra mim. Abraço.

    • Estevão Ribeiro

      Cada dia eu me convenço que nada é por acaso, Cadu! Se um dia o mundo foi assim, sem lindas coincidências, hoje não é mais!

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